1const a=`# Módulo 12 â Gestão de pneus (o 2º maior custo variável) 2 3> **Trilha**: Parte II · **Tempo estimado**: 60 min · **Pré-requisitos**: Módulos 10, 11 4 5## O que você vai aprender 6 7- Entender a anatomia do pneu de carga (carcaça, banda, sulco) e por que a 8 **carcaça é o ativo** â não a borracha que toca o chão. 9- Gerenciar o ciclo de vida completo: novo â 1ª recapagem â 2ª recapagem â 10 descarte, com o gatilho de recapagem no sulco certo (~3 mm). 11- Montar a polÃtica de posições e rodÃzio (direcional, tração, arrasto) de um 12 conjunto cavalo 6x2 + semirreboque â onde entra pneu novo, pra onde vai o 13 recapado. 14- Calcular o **CPK do pneu** (custo por km) passo a passo e usá-lo como 15 indicador-mestre de compra, recapagem e descarte. 16- Implantar rastreabilidade por pneu (número de fogo, ficha de vida, 17 TPMS/RFID) e cumprir o descarte legal via logÃstica reversa 18 (CONAMA 416/2009 / Reciclanip). 19 20## Abertura narrativa 21 22Dia 3, 7h40, Campinas. Carla Menezes está fechando o custo variável do 23trimestre quando uma linha da planilha trava o seu café: **pneus**. No 24trimestre anterior, a Transportadora Horizonte gastou R$ 187 mil em pneus e 25serviços de borracharia. Neste, **R$ 262 mil** â alta de 40%, com a frota 26rodando praticamente a mesma quilometragem (valores ilustrativos, como todos 27os preços deste módulo). Ãs 9h, o Sr. Edson faz a pergunta óbvia: "40% a 28mais. **Por quê?**" 29 30E aà vem o silêncio constrangedor. Carla desce até a borracharia da matriz â 31a Horizonte tem borracharia própria em Campinas, com o Nivaldo, borracheiro 32há 18 anos de casa, cuidando de tudo. Ela pergunta: quantos pneus novos 33compramos? Quantos recapamos? Quantas carcaças perdemos antes da hora? 34Nivaldo coça a cabeça: "Uns tanto, dona Carla. Teve mês pesado aÃ." O único 35registro que existe é a **nota fiscal de compra**. Ninguém sabe dizer qual 36pneu está em qual veÃculo, quantos km cada um rodou, quantas vidas cada 37carcaça entregou â nem quantos pneus simplesmente *sumiram* em borracharias 38de estrada. 39 40O problema não é o Nivaldo. à que a Horizonte gerencia o **2º maior custo 41variável da operação** â atrás só do diesel â do mesmo jeito que compra café 42pra copa: pela nota fiscal. O RHZ2C47 que você acompanha desde a Parte I roda 43com **22 pneus** no conjunto (mais 2 estepes). São 62 cavalos, 15 trucks, 448 VUCs e implementos: **mais de 1.600 pneus rodando** que ninguém enxerga 45individualmente. 46 47Este módulo monta, peça por peça, a gestão que responde à pergunta do 48Sr. Edson â e que, bem feita, costuma derrubar o custo de pneu em dobro 49dÃgito. No fim, você vai saber por que a frase "pneu é caro" está errada: 50**carcaça desperdiçada é que é cara**. 51 52## 1. Por que pneu é o 2º maior custo variável 53 54Numa transportadora rodoviária de carga tÃpica, o custo variável se distribui 55mais ou menos assim (ordens de grandeza de mercado, ilustrativas â o Módulo 18 56monta a planilha completa no método NTC/DECOPE): 57 58| Custo variável | Peso tÃpico no custo variável | Observação | 59|---|---|---| 60| CombustÃvel (diesel + Arla) | ~55â65% | Módulo 13 | 61| **Pneus** | **~10â15%** | este módulo | 62| Manutenção (peças + mão de obra) | ~15â20% | Módulo 11 | 63| Lavagem, lubrificantes, outros | ~5% | â | 64 65Faça a conta no fio condutor: a viagem JundiaÃâRecife tem 2.660 km. Com um 66CPK de pneu bem gerido de ~R$ 0,37/km para o conjunto (você vai calcular esse 67número na Seção 6), **só de pneu a viagem "consome" ~R$ 985**. Com gestão 68ruim, esse mesmo trecho passa de R$ 1.500. Numa frota que roda ~600 mil 69km/mês, cada centavo de CPK por conjunto a mais são **R$ 6.000/mês** pela 70janela. 71 72E há um agravante que o diesel não tem: pneu é o custo variável **mais 73sensÃvel à gestão**. O preço do diesel você negocia na margem; a vida do pneu 74você **dobra ou destrói** com decisões internas â calibragem, momento da 75recapagem, posição, rastreabilidade. à por isso que este é o módulo com maior 76retorno por hora de estudo da Parte II. 77 78## 2. Anatomia: carcaça, banda e sulco 79 80Três conceitos resolvem 90% das conversas de pneu. Vamos a eles. 81 82**Carcaça** é a estrutura interna do pneu: as lonas de aço (nos radiais de 83carga), os talões que abraçam a roda, os flancos. à o "esqueleto" que 84sustenta a pressão e a carga. **A carcaça é o ativo caro** â ela representa a 85maior parte do valor do pneu e é a única parte que pode viver várias vidas. 86
87**Banda de rodagem** é a camada de borracha que toca o solo, com o desenho 88(sulcos) moldado nela. à o "pneu" que desgasta. Na recapagem, é exatamente a 89banda que se substitui: raspa-se a banda velha e aplica-se uma nova sobre a 90mesma carcaça. 91 92**Sulco** é a profundidade do desenho da banda, medida em milÃmetros. Pneu de 93carga novo sai de fábrica com algo em torno de 14 a 20 mm de sulco, conforme 94medida e aplicação (ilustrativo â consulte a especificação do fabricante). O 95sulco é o "hodômetro" do pneu: medi-lo é saber quanta vida resta. 96 97> âï¸ **Base legal:** o limite legal mÃnimo de sulco para rodar é **1,6 mm**, 98> indicado pelo TWI (*Tread Wear Indicator* â as saliências no fundo do 99> sulco). Quem fixa o limite hoje é a **Resolução CONTRAN nº 913/2022** 100> (requisitos do conjunto pneu/roda), que proÃbe a circulação com 101> profundidade remanescente da banda inferior a 1,6 mm. O enquadramento da 102> infração é o **CTB, art. 230, X** (conduzir veÃculo com equipamento 103> obrigatório em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN â antes da 104> Res. 913/2022 usava-se o inciso XVIII, "mau estado de conservação"): 105> infração **grave**, multa de R$ 195,23, 5 pontos e **retenção do veÃculo** 106> para regularização. 107 108A frase que resume a seção â e que deveria estar na parede da borracharia: 109 110> ð¡ **Dica:** você não compra um pneu. Você compra **uma carcaça com direito 111> a 2 ou 3 vidas**. Toda decisão de gestão de pneu se resume a proteger a 112> carcaça pra colher essas vidas. 113 114## 3. O ciclo de vida: novo â recapagem â recapagem â descarte 115 116### O ciclo em um diagrama 117 118O pneu de carga bem gerido percorre este caminho (todos os valores e 119quilometragens são **ilustrativos**, tÃpicos de um radial 295/80 R22.5 em 120operação rodoviária): 121 122\`\`\`mermaid 123flowchart LR 124 A["Pneu novo<br/>R$ 2.400,00<br/>(ilustrativo)"] -->|"monta no<br/>DIRECIONAL"| B["1ª vida<br/>~100 mil km<br/>custo acum.: R$ 2.400"] 125 B -->|"sulco chega<br/>a ~3 mm"| C{"Carcaça<br/>aprovada na<br/>inspeção?"} 126 C -->|"sim â 1ª recapagem<br/>+ R$ 900"| D["2ª vida â TRAÃÃO<br/>~80 mil km<br/>custo acum.: R$ 3.300"] 127 D -->|"sulco ~3 mm"| E{"Carcaça<br/>aprovada?"} 128 E -->|"sim â 2ª recapagem<br/>+ R$ 900"| F["3ª vida â ARRASTO<br/>~70 mil km<br/>custo acum.: R$ 4.200"] 129 F -->|"fim de vida:<br/>~250 mil km totais"| G["Descarte legal<br/>ponto de coleta<br/>Reciclanip"] 130 C -->|"não â carcaça<br/>condenada"| G 131 E -->|"não"| G 132\`\`\` 133 134Leia o diagrama de trás pra frente: o objetivo é chegar ao descarte com 135**~250 mil km entregues por carcaça** e custo acumulado de R$ 4.200. Cada 136losango ("carcaça aprovada?") é um ponto onde a má gestão joga fora as vidas
137seguintes: uma carcaça condenada na 1ª inspeção morre com 100 mil km e o 138mesmo custo de compra â o CPK explode (Seção 6 faz essa conta). 139 140### O gatilho de recapagem: ~3 mm de sulco 141 142Aqui mora o erro mais caro da gestão de pneus, então vamos com calma. 143 144O limite **legal** pra rodar é 1,6 mm. Mas o gatilho **gerencial** de 145recapagem é **~3 mm de sulco** (algumas frotas usam 3 a 4 mm, conforme 146aplicação). Por quê? 147 148- Abaixo de ~3 mm, a banda residual é tão fina que **pedras, pregos e o 149 próprio calor começam a atingir as lonas da carcaça**. Cada km rodado 150 abaixo disso é uma roleta: o pneu ainda "está na lei", mas a carcaça está 151 sendo perfurada e cozida. 152- A reformadora inspeciona a carcaça antes de recapar (exame visual, 153 shearografia/raio-X nas mais equipadas). Carcaça com lonas expostas, 154 furos grandes demais ou oxidação do aço é **condenada** â e lá se foram as 155 2 vidas seguintes que você já tinha "comprado". 156- A economia de esticar o sulco é ridÃcula perto da perda: rodar de 3 mm até 157 1,6 mm rende poucos milhares de km; perder a carcaça custa duas recapagens 158 que não vão acontecer (R$ 1.800 de recapagem no lugar de R$ 2.400 de pneu 159 novo, duas vezes). 160 161> â ï¸ **Atenção:** "recapar tarde demais" é o jeito mais silencioso de dobrar 162> o custo de pneu. O pneu não quebra na hora â ele roda, parece economia, e a 163> conta chega meses depois como "Ãndice de aproveitamento de carcaça" caindo 164> de 80% pra 40%. Se a sua frota não mede sulco com regularidade (aferição 165> quinzenal ou a cada retorno de viagem), você está recapando tarde. Sempre. 166 167### Recapagem é regulamentada â e isso é bom 168 169Recapagem no Brasil não é gambiarra de beira de estrada: é um processo 170industrial **certificado compulsoriamente pelo Inmetro**. 171 172> âï¸ **Base legal:** a **Portaria Inmetro nº 433/2021** consolidou os 173> requisitos da reforma de pneus no Brasil. A reforma (recapagem, 174> recauchutagem ou remoldagem) só pode ser feita por **reformadora registrada 175> no Inmetro**, com certificação compulsória do serviço (obrigatória desde 176> 2012) e responsável técnico. Pneus de motocicletas e similares **não podem 177> ser reformados**. Exija o selo e o registro da sua reformadora â pneu 178> reformado fora do sistema é passivo de segurança e de fiscalização. 179 180Vocabulário rápido (cai em prova e em conversa de fornecedor): 181**recapagem** troca só a banda de rodagem (o caso tÃpico de frota); 182**recauchutagem** troca a banda e os ombros; **remoldagem** reforma de talão 183a talão. Em frota pesada, o padrão de mercado é a recapagem. 184 185## 4. Posições e rodÃzio: direcional, tração e arrasto 186 187### O mapa de posições do conjunto 188 189Cada posição no veÃculo castiga o pneu de um jeito. O conjunto canônico do 190curso â cavalo Scania R 450 **6x2** (RHZ2C47) + semirreboque baú de 3 eixos 191(RHT8B12) â tem 22 pneus rodando, assim distribuÃdos (configurações variam; 192esta é a mais comum): 193 194\`\`\` 195 sentido do deslocamento ââ 196 197 âââââââââââââââ CAVALO 6x2 (10 pneus) âââââââââââââââ ââ SEMIRREBOQUE 3 eixos (12 pneus) ââ 198 199 EIXO 1 EIXO 2 EIXO 3 EIXO 4 EIXO 5 EIXO 6 200 DIRECIONAL TRAÃÃO AUXILIAR (arrasto) ARRASTO ARRASTO ARRASTO 201 rodado simples rodado duplo rodado duplo rod. duplo rod. duplo rod. duplo 202 203 [ N ] [R1][R1] [R1][R1] [R2][R2] [R2][R2] [R2][R2] 204 â ââ ââ ââââ ââ ââ ââ 205 ââââââ¼âââââââââââââââ¼â¼ââââââââââââââââ¼â¼ââââââââ quinta ââââââ¼â¼âââââââââââ¼â¼âââââââââââ¼â¼âââââ 206 â ââ ââ roda ââ ââ ââ 207 [ N ] [R1][R1] [R1][R1] [R2][R2] [R2][R2] [R2][R2] 208 209 N = pneu NOVO R1 = pneu de 1ª RECAPAGEM R2 = pneu de 2ª RECAPAGEM 210 2 pneus 4 pneus 4 pneus 12 pneus 211\`\`\` 212 213(Num **bitrem** de 7 eixos â cavalo + dois semirreboques articulados â a 214lógica é idêntica, só que com 26 pneus rodando: mais eixos de arrasto pra 215alimentar com recapados.) 216 217O que cada posição exige: 218 219| Posição | O que ela faz com o pneu | Exigência | Que pneu vai ali | 220|---|---|---|---| 221| **Direcional** (eixo 1) | Recebe o esterço: desgaste nos ombros, exige estabilidade e aderência â é onde um estouro é mais perigoso | Máxima: segurança de direção | **Pneu novo**, desenho direcional (frisos longitudinais) | 222| **Tração** (eixo motriz) | Transmite torque: desgaste acelerado e "arrancado", exige agarre | Alta: tração e resistência | Novo de tração **ou 1ª recapagem** com banda de tração (blocos) | 223| **Arrasto** (eixo auxiliar do cavalo + eixos do semirreboque) | Só rola e freia: desgaste lento e uniforme | Menor exigência de desempenho | **Recapados** (1ª e 2ª vid
223a), banda mista/arrasto | 224 225> â ï¸ **Atenção:** no eixo **direcional**, a prática consagrada de frota é 226> rodar **somente pneu novo** â é a posição onde a falha custa vidas, e o 227> ganho de colocar recapado ali é irrisório perto do risco. A vedação 228> normativa existe e está na **Resolução CONTRAN nº 913/2022**: pneu 229> reformado (recapado, recauchutado ou remoldado) é proibido no **eixo 230> dianteiro de ônibus e micro-ônibus** â e, em qualquer posição, em 231> ciclomotores, motonetas, motocicletas e triciclos. **Caminhões não estão 232> na proibição**: em carga, o pneu reformado com a marcação lateral exigida 233> é legal em qualquer eixo. Ou seja: no direcional do cavalo, rodar só pneu 234> novo não é lei â é regra interna, e trate-a como inegociável. 235 236### A lógica do rodÃzio: o pneu "desce" de posição 237 238Agora junte as duas tabelas e o ciclo de vida da Seção 3, e a polÃtica de 239rodÃzio se desenha sozinha â o pneu entra na posição mais exigente e vai 240"descendo" conforme envelhece: 241 2421. **Pneu novo entra no direcional.** Ali ele entrega a 1ª vida (~100 mil km 243 ilustrativos) com a carcaça nova, no eixo que mais exige integridade. 2442. **No gatilho de 3 mm, sai, recapa com banda de tração e vai pro eixo de 245 tração.** A carcaça já provou que é boa; a banda nova de blocos aguenta o 246 torque. 2ª vida: ~80 mil km. 2473. **Na 2ª recapagem, recebe banda de arrasto e vai pros eixos do 248 semirreboque** (ou pro auxiliar do cavalo). Posição de menor esforço pra 249 carcaça mais rodada. 3ª vida: ~70 mil km. 2504. **Aos ~3 mm da 3ª vida, descarte** via logÃstica reversa (Seção 9). 251 252Além do rodÃzio *entre eixos*, existe o rodÃzio *no mesmo eixo*: inverter 253lados e posições (externoâinterno no rodado duplo) pra uniformizar desgaste â 254tipicamente junto com a aferição de sulco e o alinhamento. E uma regra de 255ouro do rodado duplo: os dois pneus do par devem ter **diâmetros (sulcos) 256próximos** â diferença grande faz o pneu maior carregar sozinho a carga do 257par, aquecer e falhar (limite prático usual: poucos milÃmetros de diferença 258de sulco entre os gêmeos; siga a especificação do fabricante). 259 260> ð¡ **Dica:** desconfie de frota em que aparece **pneu novo em eixo de 261> semirreboque**. Ou a polÃtica de rodÃzio não existe, ou o comprador está 262> comprando pneu novo pra repor furo de gestão (carcaças perdidas) â nos dois 263> casos, é dinheiro vazando. Pneu novo em arrasto é como escalar seu melhor 264> motorista pra lavar o pátio. 265 266## 5. Calibragem: pressão à desgaste à consumo 267 268Se a recapagem tardia é o erro mais caro, a **subcalibragem crônica** é o 269mais universal. Pressão certa é a especificada pelo fabricante **para a carga 270por eixo** (a tabela de pressão à carga vem no catálogo do pneu â não existe 271"pressão do pneu", existe pressão pra aquela carga). 272 273O que acontece quando a pressão está errada: 274 275| Situação | O que acontece fisicamente | Consequência no bolso | 276|---|---|---| 277| **Subcalibragem ~10%** | Flancos flexionam mais, banda "abre", desgaste concentra nos **ombros** | Vida útil da banda cai na casa de ~10â15% e o consumo de diesel sobe ~1â2% (estimativas de mercado) | 278| **Subcalibragem ~20% ou mais** | Flexão severa gera **calor**; calor degrada borracha e oxida lonas; desgaste irregular acentuado | Vida cai ~25â30%, consumo sobe ~2â4% (estimativas de mercado); risco real de **estouro** por fadiga e de condenação da carcaça | 279| **Sobrecalibragem** | Ãrea de contato encolhe, desgaste concentra no **centro** da banda; menos absorção de impacto | Vida menor, mais cortes e quebras por impacto, frenagem pior | 280| **Pressões desiguais no rodado duplo** | O pneu mais cheio (maior diâmetro) carrega a carga do par | Desgaste e aquecimento assimétricos; falha prematura dos dois | 281 282Dois pontos merecem destaque: 283 284- **Calibragem é custo de diesel, não só de pneu.** Pneu murcho aumenta a 285 resistência ao rolamento; a estimativa corrente de mercado é que ~20% de 286 subcalibragem custa algo como 2 a 4% de consumo adicional de combustÃvel. 287 Parece pouco? A Horizonte queima ~R$ 1 milhão/mês de diesel (ilustrativo): 288 2% são **R$ 20 mil/mês** â só de pneu murcho. 289- **Calibragem "no olho" não existe.** Um radial de carga a 30% abaixo da 290 pressão parece visualmente normal. Calibra-se com calibrador aferido, pneu 291 frio, na pressão da tabela de carga â em rotina semanal no pátio e no 292 checklist de saÃda de viagem (o checklist do Módulo 11 é o sensor disso). 293 294> â ï¸ **Atenção:** o estouro de pneu raramente é "azar". Na enorme maioria dos 295> casos é o capÃtulo final de semanas de subcalibragem: flexão â calor â 296> fadiga da carcaça â estouro. Além do pneu perdido (carcaça condenada, sem 297> recapagem), um estouro de direcional a 90 km/h é risco de vida â e um 298>
298 socorro de borracharia na BR-116 custa múltiplos de um pneu (guincho, 299> diária perdida, SLA estourado, multa contratual do embarcador). 300 301## 6. CPK: o indicador-mestre da gestão de pneus 302 303**CPK (custo por quilômetro) do pneu** = tudo o que você gastou com aquele 304pneu ao longo do ciclo de vida ÷ todos os km que ele rodou. à o único número 305que enxerga o jogo inteiro â preço de compra, recapagens e vida da carcaça na 306mesma conta. 307 308### O cálculo passo a passo (gestão boa) 309 310Valores ilustrativos da Seção 3: 311 312\`\`\` 313Custo do ciclo: 314 Pneu novo ........................ R$ 2.400,00 315 1ª recapagem ..................... R$ 900,00 316 2ª recapagem ..................... R$ 900,00 317 Total do ciclo ................... R$ 4.200,00 318 319Km do ciclo: 320 1ª vida (novo, direcional) ....... 100.000 km 321 2ª vida (recapado, tração) ....... 80.000 km 322 3ª vida (recapado, arrasto) ...... 70.000 km 323 Total ............................ 250.000 km 324 325CPK = R$ 4.200,00 ÷ 250.000 km = R$ 0,0168/km (~1,7 centavo por km, por pneu) 326\`\`\` 327 328Pro **conjunto de 22 pneus** do RHZ2C47: 22 à R$ 0,0168 â **R$ 0,37/km**. 329Rodando 10.000 km/mês, o conjunto consome ~R$ 3.700/mês de pneu. 330 331### A mesma conta com gestão ruim 332 333Agora a frota que roda até a lona, calibra no chute e perde a carcaça na 1ª 334inspeção â o pneu morre com uma vida só (e ainda mais curta, pelo desgaste 335irregular): 336 337\`\`\` 338Custo do ciclo: 339 Pneu novo ........................ R$ 2.400,00 340 Recapagens ....................... R$ 0,00 (carcaça condenada) 341 Total ............................ R$ 2.400,00 342 343Km do ciclo: 344 1ª vida (encurtada) .............. 90.000 km 345 346CPK = R$ 2.400,00 ÷ 90.000 km = R$ 0,0267/km (~2,7 centavos por km, por pneu) 347\`\`\` 348 349Conjunto: 22 à R$ 0,0267 â **R$ 0,59/km** â ~R$ 5.900/mês por conjunto. 350 351**Diferença: ~59% de custo a mais** â sem comprar um pneu sequer mais caro. 352Nos 62 cavalos da Horizonte a 10.000 km/mês, a distância entre as duas 353gestões é da ordem de **R$ 135 mil/mês** (ilustrativo). Está aÃ, com 354sobra, a resposta dos "+40% no trimestre" do Sr. Edson: um lote de carcaças 355perdidas por recapagem tardia + subcalibragem crônica reproduz exatamente 356esse salto. 357 358### Como usar o CPK no dia a dia 359 360- **Compra:** compare marcas por CPK projetado, nunca por preço da nota. Um 361 pneu 20% mais barato cuja carcaça só aceita 1 recapagem costuma perder â de 362 longe â pro premium que aceita 2. A conta acima é o simulador. 363- **Meta e acompanhamento:** CPK por pneu, por posição, por veÃculo e por 364 frota, revisto mensalmente (ele entra no painel do Módulo 20 ao lado de 365 km/l e disponibilidade). 366- **Indicador-satélite:** **Ãndice de aproveitamento de carcaça** (% de 367 carcaças que chegam à 2ª recapagem). à o melhor termômetro antecipado do 368 CPK â ele cai meses antes de o custo aparecer na planilha da Carla. 369 370## 7. Borracharia própria à terceirizada 371 372A Horizonte tem borracharia própria na matriz. Foi a decisão certa? Depende 373do tamanho e da geografia da operação: 374 375| Critério | Borracharia própria | Terceirizada / no fornecedor | 376|---|---|---| 377| Custo | Fixo (borracheiro, equipamento, estoque) â dilui bem em frota grande e concentrada | Variável por serviço â melhor pra frota pequena ou pulverizada | 378| Controle do processo | Total: calibragem, rodÃzio e aferição de sulco viram **rotina de pátio** | Depende do SLA; qualidade varia por praça | 379| Rastreabilidade | Fácil de impor (a ficha do pneu é preenchida em casa) | Exige disciplina contratual e conferência | 380| Risco clássico | Virar "terra de ninguém" sem indicador (o caso Horizonte pré-módulo) | **Troca/sumiço de pneu** e serviço ruim na estrada | 381| Ponto de equilÃbrio | Regra prática de mercado: a partir de ~40â60 veÃculos concentrados numa base, a própria tende a compensar (ilustrativo) | Abaixo disso, ou em operação espalhada, terceirize com contrato | 382 383O modelo mais comum em frotas do porte da Horizonte é **hÃbrido**: 384borracharia própria na matriz (rotina, rodÃzio, aferição, montagem), 385convênios com rede credenciada pra socorro em rota â e a **recapagem sempre 386numa reformadora certificada Inmetro**, própria ou não (recapar exige 387registro; não é serviço de borracharia comum, como você viu na Seção 3). 388 389> ð¡ **Dica:** o contrato com borracharia/reformadora terceirizada precisa de 390> três cláusulas que quase ninguém põe: (1) devolução da **mesma carcaça** 391> enviada (confere pelo número de fogo â Seção 8); (2) laudo por carcaça 392> condenada, com foto e motivo; (3) prazo máximo de ciclo, porque pneu parado 393> na reformadora é capital parado. 394 395## 8. Rastreabilidade: número de fogo, ficha de vida, TPMS 396 397Nada do que este módulo ensinou funciona sem responder uma pergunta banal: 398**"cadê o pneu?"** â qual pneu, em qual posição, de qual veÃculo, com quantos 399km e quantas vidas. à a lacuna exata que a Carla encontrou na abertura. 400 401### Número de fogo 402 403à a identidade do pneu: um código único **gravado a quente** (daà "fogo") no
404flanco de cada pneu quando ele entra na frota â por exemplo, \`HZ-04-1273\` 405(frota Horizonte, ano, sequencial). Alternativas modernas: plaquetas 406vulcanizadas e **chips RFID** colados ou embutidos, lidos por bastão na 407borracharia. O número de fogo é o que permite: 408 409- amarrar cada pneu a uma **ficha de vida** individual; 410- conferir que a reformadora devolveu **a sua carcaça** (troca de carcaça boa 411 por ruim é o golpe clássico do setor); 412- inibir furto e "troca" em socorro de estrada â pneu identificado é pneu 413 difÃcil de sumir. 414 415### A ficha de vida do pneu 416 417O prontuário de cada carcaça, do fogo ao descarte. O mÃnimo que ela registra: 418 419| Campo | Exemplo | 420|---|---| 421| Número de fogo | HZ-04-1273 | 422| Medida / marca / modelo / DOT | 295/80 R22.5, marca X, fab. sem. 08/2026 | 423| Data e NF de compra, valor | dia 12, NF 4.412, R$ 2.400,00 (ilustrativo) | 424| Histórico de posições | RHZ2C47 direcional-esq. â tração-int.-dir. â RHT8B12 eixo 5 | 425| Hodômetro em cada montagem/desmontagem | permite calcular km por vida | 426| Aferições de sulco (data à mm) | curva de desgaste â projeção da data de recapagem | 427| Recapagens (data, reformadora, banda, valor) | 1ª recap dia 3, banda de tração, R$ 900,00 | 428| Consertos e ocorrências | conserto a quente no flanco; condenada por oxidação | 429| Baixa | descarte via ponto de coleta, com comprovante | 430 431Papel ou planilha funcionam pra começar; em frota do porte da Horizonte, isso 432vive num sistema (box "Na prática"). 433 434### TPMS e sensores: a calibragem que se fiscaliza sozinha 435 436**TPMS** (*Tire Pressure Monitoring System* â monitoramento de pressão dos 437pneus) são sensores por roda que medem **pressão e temperatura** em tempo 438real e transmitem pro painel e pra telemetria. Na prática de frota: 439 440- alerta de subcalibragem **antes** do dano â a plataforma avisa "RHZ2C47, 441 eixo 3 interno direito, 15% abaixo" com o caminhão rodando na BR-116; 442- alerta de **temperatura** anormal, que antecipa estouro por atrito/freio; 443- histórico de pressão por pneu, que encerra a discussão "mas eu calibrei" e 444 alimenta o ranking de causas quando uma carcaça é condenada. 445 446Combinação madura: número de fogo/RFID (identidade) + ficha de vida 447(histórico) + TPMS (condição em tempo real) + aferição de sulco quinzenal 448(desgaste). Com esses quatro, a pergunta do Sr. Edson se responde em 44930 segundos, com relatório. 450 451## 9. Descarte legal: logÃstica reversa e Reciclanip 452 453Pneu inservÃvel não vai pra caçamba. Pneu abandonado acumula água (dengue), 454queimado gera passivo ambiental gravÃssimo, e o descarte irregular expõe a 455empresa a multa ambiental e dano de imagem com embarcador (os scorecards ESG 456do Módulo 23 perguntam exatamente isso). 457 458> âï¸ **Base legal:** a **Resolução CONAMA nº 416/2009** obriga **fabricantes 459> e importadores** de pneus novos com peso unitário acima de 2 kg a coletar e 460> dar destinação ambientalmente adequada aos pneus inservÃveis: para cada 461> pneu novo vendido no mercado de reposição, um inservÃvel deve ser 462> destinado. Foi um dos primeiros sistemas de **logÃstica reversa** 463> obrigatória do paÃs, anterior à PolÃtica Nacional de ResÃduos Sólidos 464> (Lei 12.305/2010). 465 466Na prática, o sistema é operado pela **Reciclanip** â entidade criada em 2007 467pelos fabricantes (ANIP) pra gerir a logÃstica reversa. Ela mantém **pontos 468de coleta** conveniados (com prefeituras e revendas) espalhados pelo paÃs; 469desde a criação, já destinou milhões de toneladas de pneus (viram combustÃvel 470alternativo pra cimenteiras, artefatos de borracha, asfalto-borracha etc.). 471 472O papel da transportadora nessa cadeia: 473 4741. **Segregar** os pneus que a reformadora condenou ou que terminaram a 3ª 475 vida (armazenados secos e abrigados â pneu com água é criadouro). 4762. **Entregar no ponto de coleta** Reciclanip mais próximo, ou negociar a 477 retirada com o revendedor/reformadora na compra (muitos contratos de 478 fornecimento já incluem a reversa â exija). 4793. **Guardar o comprovante de destinação** e dar baixa na ficha de vida do 480 pneu. Sem comprovante, a rastreabilidade fica com a porta dos fundos 481 aberta â e a auditoria ambiental também. 4824. **Nunca** vender inservÃvel "pro ferro-velho", queimar ou abandonar. Além 483 do passivo ambiental, pneu de carga condenado que volta ao mercado 484 paralelo pode acabar rodando num veÃculo â e num laudo de acidente. 485 486## Erros clássicos 487 4881. **Recapar tarde demais ("vou até a lona").** Rodar abaixo de ~3 mm rende 489 poucos km e expõe as lonas: a carcaça é condenada na inspeção e morre com 490 1 vida em vez de 3. à o erro que mais destrói CPK â a Seção 6 mostrou o 491 estrago: +59% de custo por km. 4922. **Pneu novo em posição de arrasto.** Desperdiça a melhor fase da carcaça 493 na posição menos exigente e denuncia que o rodÃzio não existe. Novo entra 494 no direcional; arrasto é destino de 2ª recapagem. 4953. **Calibragem no olho (subcalibragem crônica).** Desgaste de ombro, +2 a 4% 496 de diesel na subcalibragem severa (estimativa de mercado), carcaça cozida 497 e estouro "do nada" que não era do nada.
4984. **Comprar pelo preço da nota, não pelo CPK.** O pneu 20% mais barato cuja 499 carcaça não aceita a 2ª recapagem sai mais caro por km. Sem a conta do 500 ciclo completo, o comprador "economiza" a empresa pro buraco. 5015. **Zero rastreabilidade.** Sem número de fogo e ficha de vida: carcaça boa 502 trocada por ruim na reformadora, pneu que "some" em socorro de estrada, 503 nenhuma resposta pro +40% do trimestre. Se não dá pra medir, dá pra 504 roubar. 5056. **Misturar sulcos/medidas no rodado duplo.** O pneu de maior diâmetro 506 carrega a carga do par sozinho, aquece e leva os dois â e à s vezes a 507 viagem â junto. 508 509## Na prática â automação e plataformas 510 511Sistemas de gestão de pneus (nativos do TMS/sistema de frota ou 512especializados) automatizam exatamente o que este módulo montou à mão: cadastro 513por número de fogo/RFID com ficha de vida digital; posição de cada pneu num 514**mapa visual do veÃculo** (o desenho da Seção 4, clicável); registro de 515aferições de sulco com **projeção automática da data de recapagem** por curva 516de desgaste; alertas de gatilho (sulco ⤠3 mm, pressão fora da faixa via 517integração TPMS/telemetria); ordens de serviço de rodÃzio integradas à 518manutenção (Módulo 11);
518 CPK calculado por pneu, posição, veÃculo e marca â 519transformando a compra em decisão de dados; e a baixa por descarte com 520comprovante de logÃstica reversa anexado. Em operação madura, agentes de IA 521tratam as exceções: cruzam TPMS com posição do veÃculo, abrem OS de 522calibragem antes da falha e apontam a borracharia credenciada mais próxima da 523rota. 524 525Na plataforma **Sentinel 365**, a gestão de frota integra checklist de saÃda, 526telemetria e ordens de serviço de manutenção â a trÃade onde a rotina de 527pneus (aferição, calibragem, rodÃzio) vira tarefa auditável em vez de 528memória do borracheiro, e onde o CPK aparece no mesmo painel dos demais 529indicadores da operação. 530 531## Cartão de bolso 532 533| Item | Regra de bolso | 534|---|---| 535| Anatomia | Carcaça = ativo (2â3 vidas); banda = consumÃvel; sulco = hodômetro | 536| Ciclo-alvo | Novo â 1ª recap â 2ª recap â descarte; ~250 mil km/carcaça (ilustrativo) | 537| Gatilho de recapagem | **~3 mm de sulco** (legal pra rodar: 1,6 mm â mas 1,6 mm mata a carcaça) | 538| Posições | Novo â **direcional**; 1ª recap (banda tração) â **tração**; 2ª recap â **arrasto** | 539| Rodado duplo | Sulcos/diâmetros do par sempre próximos; pressões iguais | 540| Calibragem | Pressão da tabela de carga, pneu frio, rotina semanal + checklist de saÃda; â20% de pressão â +2â4% de diesel (estimativa de mercado) | 541| CPK | (novo + recapagens) ÷ km totais do ciclo. Ex. ilustrativo: R$ 4.200 ÷ 250.000 km = R$ 0,0168/km. Comprar por CPK, nunca pela nota | 542| Termômetro antecipado | Ãndice de aproveitamento de carcaça (% que chega à 2ª recapagem) | 543| Rastreabilidade | Número de fogo/RFID + ficha de vida + aferição de sulco + TPMS | 544| Recapagem legal | Só reformadora **registrada no Inmetro** (Portaria Inmetro 433/2021) | 545| Descarte | LogÃstica reversa CONAMA 416/2009 â ponto de coleta Reciclanip + comprovante e baixa na ficha | 546 547## Quiz 548 549**1.** O limite legal de sulco pra rodar é 1,6 mm. Por que o gatilho 550gerencial de recapagem é ~3 mm? 551 552- A) Porque abaixo de 3 mm o pneu perde a garantia do fabricante. 553- B) Porque entre 3 mm e 1,6 mm a banda fina expõe as lonas a perfuração e 554 calor, e a carcaça pode ser condenada â perdendo as vidas seguintes. 555- C) Porque a fiscalização usa 3 mm como tolerância prática. 556- D) Porque recapadoras cobram mais caro por pneus com menos de 3 mm. 557 558**2.** Um pneu novo custou R$ 2.400 e recebeu 2 recapagens de R$ 900 cada. As 559vidas renderam 100.000 + 80.000 + 70.000 km. Qual o CPK do ciclo? 560 561- A) R$ 0,0096/km 562- B) R$ 0,0168/km 563- C) R$ 0,0240/km 564- D) R$ 0,0267/km 565 566**3.** Na polÃtica de rodÃzio clássica de um conjunto cavalo 6x2 + 567semirreboque, o caminho correto de um pneu ao longo da vida é: 568 569- A) Novo no arrasto â recapado na tração â recapado no direcional. 570- B) Novo na tração â recapado no direcional â recapado no arrasto. 571- C) Novo no direcional â 1ª recapagem na tração â 2ª recapagem no arrasto. 572- D) Tanto faz, desde que os sulcos do rodado duplo sejam parecidos. 573 574**4.** Sobre subcalibragem severa (~20% abaixo da pressão de tabela), é 575correto afirmar: 576 577- A) Desgasta o centro da banda e reduz o consumo de diesel. 578- B) Só tem efeito estético; a vida do pneu depende apenas da qualidade da 579 banda. 580- C) Aumenta a flexão e o calor: desgaste de ombros, vida ~25â30% menor, 581 +2â4% de diesel (estimativas de mercado) e risco de estouro por fadiga. 582- D) à compensada automaticamente pelo TPMS.
583 584**5.** Sobre o descarte de pneus inservÃveis (CONAMA 416/2009): 585 586- A) A transportadora pode descartar em aterro comum, desde que corte os 587 pneus ao meio. 588- B) Fabricantes e importadores são obrigados à destinação; a frota entrega 589 os inservÃveis em ponto de coleta (Reciclanip) e guarda o comprovante. 590- C) A obrigação de coleta é da prefeitura do municÃpio da matriz. 591- D) Pneus inservÃveis podem ser revendidos pra uso rodoviário se o sulco for 592 maior que 1,6 mm. 593 594### Gabarito comentado 595 596**1 â B.** O intervalo entre 3 mm e 1,6 mm rende poucos km, mas é onde 597pedras, pregos e calor atingem as lonas. Carcaça condenada = 2 vidas 598perdidas: R$ 1.800 de recapagens que não vão acontecer viram compra de pneu 599novo. à o erro clássico nº 1. 600 601**2 â B.** Custo do ciclo: 2.400 + 900 + 900 = R$ 4.200. Km do ciclo: 602250.000. CPK = 4.200 ÷ 250.000 = **R$ 0,0168/km**. A alternativa D 603(R$ 0,0267) é o CPK da gestão ruim â pneu que morre com uma vida de 60490.000 km: ~59% mais caro por km. 605 606**3 â C.** O pneu entra na posição mais exigente (direcional, só novo) e 607"desce": 1ª recapagem com banda de tração no eixo motriz, 2ª recapagem no 608arrasto do semirreboque. A alternativa D confunde a regra do par de rodado 609duplo (verdadeira, mas complementar) com a polÃtica de posições. 610 611**4 â C.** Subcalibragem = mais flexão = mais calor. Consequências: desgaste 612de ombros, vida encurtada, resistência ao rolamento maior (mais diesel) e 613fadiga da carcaça que termina em estouro. Sobrecalibragem é que desgasta o 614centro (por isso a A está errada). O TPMS *avisa*, não calibra (D). 615 616**5 â B.** A CONAMA 416/2009 põe a obrigação de destinação em fabricantes e 617importadores (1 inservÃvel destinado por pneu novo de reposição vendido), 618operacionalizada pela Reciclanip. O papel da frota: segregar, entregar no 619ponto de coleta, guardar comprovante e dar baixa na ficha do pneu. Abandono, 620queima e revenda de inservÃvel são passivo ambiental e de segurança. 621`;export{a as default};
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